A imprensa espanhola dá conta do projecto de Sheldon Aldelson para Madrid. Um projecto muito ambicioso, um mega-resort gigantesco («Doce hoteles, seis casinos, un teatro para miles de espectadores, restaurantes y campos de golf, una inversión de casi 17.000 millones de euros, la creación de 261.000 empleos, cinco millones de turistas potenciales»). Um projecto com a envergadura, ambição e visão que seria de esperar de quem tem uma folha de serviços que fala por si em Las Vegas, em Macau e em Singapura. A localização para que se aponta é Valdebebas, uma zona de Madrid próxima do aeroporto de Barajas que já conta com projectos de instalações do Real Madrid, um Campus da Justiça e uma vasta zona verde.
As questões que surgem perante uma iniciativa deste tipo são as habituais.
Questões financeiras. Um investimento desta envergadura será viável? Há procura de jogos de fortuna ou azar que o torne sustentável ou corre riscos sérios? Que movimento de turistas será necessário? A componente de jogo será a principal? O jogo terá que peso no total dos rendimentos a gerar? Será um investimento a realizar em que prazo?
Questões fiscais. Qual a tributação aplicável? O Governo poderá fazer concessões para facilitar o investimento?
Questões de infra-estruturas. Os transportes permitirão levar ao complexo o número de turistas necessário para assegurar a rentabilidade? Se não, que será necessário construir?
Questões de concorrência. Há garantias de não concorrência, ou seja, um exclusivo? Um projecto desta envergadura deve ser entregue a uma só empresa? Haverá parcerias com sócios espanhóis?
Questões jurídicas. A regulamentação aplicável ao sector do jogo deverá ser ajustada, nomeadamente para atrair os grandes jogadores? É possível conceder crédito?
Questões político-sociais. Haverá oposição a uma expansão significativa do jogo? Se sim, por parte de quem e poderá tal oposição bloquear o projecto ou reduzi-lo de modo significativo? Que medidas serão tomadas para controlar ou minimizar os efeitos nocivos do jogo?
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